{"id":300,"date":"2012-11-29T00:48:48","date_gmt":"2012-11-29T02:48:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/?p=300"},"modified":"2013-08-15T14:00:17","modified_gmt":"2013-08-15T16:00:17","slug":"livro-conta-historia-da-pacificacao-dos-complexos-do-alemao-e-da-penha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/livro-conta-historia-da-pacificacao-dos-complexos-do-alemao-e-da-penha\/","title":{"rendered":"Livro conta hist\u00f3ria da pacifica\u00e7\u00e3o dos complexos do Alem\u00e3o e da Penha"},"content":{"rendered":"<p>Os 583 dias em que a For\u00e7a de Pacifica\u00e7\u00e3o, composta pelo\u00a0 Ex\u00e9rcito e  pelas pol\u00edcias Civil e Militar da cidade do Rio de Janeiro, ocupou os complexos do  Alem\u00e3o e da Penha, na zona norte do RJ, est\u00e3o contados em um livro  escrito pelo chefe da Comunica\u00e7\u00e3o Social do Comando Militar do Leste,  coronel Carlos Alberto Lima.<\/p>\n<p>A obra <em>Os 583 Dias da Pacifica\u00e7\u00e3o do Complexo da Penha e do <a title=\"Complexo do Alem\u00e3o\" href=\"http:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/penha\/complexo-do-alemao.shtml\" target=\"_blank\">Complexo do Alem\u00e3o<\/a><\/em> foi lan\u00e7ada hoje (28), dia em que se completam dois anos da ocupa\u00e7\u00e3o  militar nas favelas. Com a sa\u00edda da For\u00e7a de Pacifica\u00e7\u00e3o, em junho deste  ano, as comunidades passaram a ser patrulhadas pela Pol\u00edcia Militar.<\/p>\n<p>Nesta quarta-feira, as favelas amanheceram com o policiamento  refor\u00e7ado por causa de\u00a0 um confronto entre policiais militares da  Unidade de Pol\u00edcia Pacificadora (UPP) e traficantes, que atacaram a sede  da UPP em repres\u00e1lia \u00e0 morte, no dia anterior, de um homem que faria  parte da quadrilha. Na troca de tiros um policial ficou ferido e um  adolescente foi apreendido.<\/p>\n<p>Coronel Lima reconhece que epis\u00f3dios como esse mostram que ainda h\u00e1 a  presen\u00e7a do tr\u00e1fico de drogas nas favelas, mas s\u00e3o traficantes de  segundo e terceiro escal\u00f5es. \u201cO tr\u00e1fico n\u00e3o terminou, mas os principais  [traficantes] fugiram e foram capturados. N\u00e3o tem mais exibi\u00e7\u00e3o de  armamento, mas o tr\u00e1fico ainda existe\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para escrever o livro, o coronel precisou de autoriza\u00e7\u00e3o do comando  do Ex\u00e9rcito e, com o aval, teve acesso a documentos que serviram como  base para os registros dos quase dois anos em que cerca de 1.700  militares ocuparam, dia e noite, pontos estrat\u00e9gicos das favelas. Foram  126 mil patrulhas. A experi\u00eancia foi a primeira no Brasil e, segundo  ele, o objetivo de garantir o direito de ir e vir\u00a0 dos cidad\u00e3os, at\u00e9  ent\u00e3o ref\u00e9ns de traficantes de drogas, foi cumprido.<\/p>\n<p>No livro, Lima lembra que os momentos mais dif\u00edceis foram nos  primeiros dias da ocupa\u00e7\u00e3o, quando a m\u00eddia e a sociedade n\u00e3o  demonstravam confian\u00e7a na capacidade do Ex\u00e9rcito de enfrentar o desafio  de garantir a ordem urbana.<\/p>\n<p>\u201cPrimeiro a Marinha ocupou a Vila Cruzeiro, na Penha, e tr\u00eas dias  depois decidimos ocupar tamb\u00e9m o Complexo do Alem\u00e3o. S\u00f3 que n\u00e3o houve o  reconhecimento que o Ex\u00e9rcito e as For\u00e7as Amadas fazem [normalmente]  para um tipo de miss\u00e3o. Em 11 horas, o Ex\u00e9rcito tinha ocupado o  per\u00edmetro. As decis\u00f5es foram muito r\u00e1pidas, pois a avalia\u00e7\u00e3o era que  precis\u00e1vamos avan\u00e7ar para conter a viol\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>No livro, o coronel Lima diz que a maioria dos militares que atuaram  na For\u00e7a de Pacifica\u00e7\u00e3o estiveram no Haiti e haviam enfrentado  situa\u00e7\u00f5es de conflitos semelhantes \u00e0s do Complexo do Alem\u00e3o.\u201dNenhum  deles desistiu da miss\u00e3o, que foi vista por todo o mundo. Recebemos  visitas de militares das For\u00e7as Armadas de pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina,  Europa e Estados Unidos, todos interessados em ver como o Ex\u00e9rcito  brasileiro estava trabalhando na ocupa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A Vila Cruzeiro foi ocupada por fuzileiros navais, com apoio de  carros blindados no dia 25 de novembro de 2010. A a\u00e7\u00e3o teve o objetivo  de acabar com o dom\u00ednio de traficantes nas favelas. No mesmo dia, o  helic\u00f3ptero da TV Globo flagrou dezenas de homens fugindo pela mata em  dire\u00e7\u00e3o \u00e0s favelas do Complexo do Alem\u00e3o. Tr\u00eas dias depois, as  comunidades foram ocupadas pelo Ex\u00e9rcito em uma megaopera\u00e7\u00e3o, sem troca  de tiros. Poucas pris\u00f5es foram realizadas, porque os traficantes fugiram  das favelas.<\/p>\n<p>Com a ocupa\u00e7\u00e3o, a bandeira do Brasil foi hasteada no alto do Morro  do Alem\u00e3o. Os governos do estado e municipal entraram nas comunidades  oferecendo servi\u00e7os social e de sa\u00fade aos moradores.<br \/>\n<em><br \/>\nFonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os 583 dias em que a For\u00e7a de Pacifica\u00e7\u00e3o, composta pelo\u00a0 Ex\u00e9rcito e pelas pol\u00edcias Civil e Militar da cidade do Rio de Janeiro, ocupou os complexos do Alem\u00e3o e da Penha, na zona norte do RJ, est\u00e3o contados em um livro escrito pelo chefe da Comunica\u00e7\u00e3o Social do Comando Militar do Leste, coronel Carlos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-300","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=300"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":753,"href":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300\/revisions\/753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}