{"id":119,"date":"2012-02-14T11:30:33","date_gmt":"2012-02-14T13:30:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/?p=119"},"modified":"2013-08-15T14:00:13","modified_gmt":"2013-08-15T16:00:13","slug":"para-evitar-punicao-pms-do-complexo-do-alemao-fazem-operacao-padrao-em-delegacia-na-penha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrapenharj.com.br\/noticias\/para-evitar-punicao-pms-do-complexo-do-alemao-fazem-operacao-padrao-em-delegacia-na-penha\/","title":{"rendered":"Para evitar puni\u00e7\u00e3o, PMs do Complexo do Alem\u00e3o fazem opera\u00e7\u00e3o padr\u00e3o em delegacia na Penha"},"content":{"rendered":"<p>Policiais do batalh\u00e3o de campanha do Complexo do  Alem\u00e3o, na zona norte do Rio de Janeiro, encontraram uma maneira de  aderir \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o da categoria sem serem punidos. Desde a noite de  quinta-feira (9), policiais militares, civis e bombeiros est\u00e3o em greve  por melhores sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Ao menos 16 PMs e 123  bombeiros est\u00e3o presos porque a categoria n\u00e3o pode fazer paralisa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para evitarem a puni\u00e7\u00e3o, os policiais do batalh\u00e3o realizavam no in\u00edcio  da tarde deste s\u00e1bado (11) uma opera\u00e7\u00e3o padr\u00e3o, que consiste em fazer de  maneira mais lenta ou burocr\u00e1tica um tipo de trabalho para atrasar o  processo de outros servi\u00e7os. No caso do Alem\u00e3o, os policiais militares,  que s\u00e3o respons\u00e1veis pelo policiamento do entorno das comunidades \u2013 j\u00e1  que internamente quem faz o policiamento \u00e9 o Ex\u00e9rcito \u2013 os PMs pararam  dez motos e seis vans irregulares e levaram para a delegacia, a 22\u00aa DP  (Penha).<\/p>\n<p>Como a delegacia tamb\u00e9m est\u00e1 operando em opera\u00e7\u00e3o padr\u00e3o, com poucos  policiais atendendo ocorr\u00eancias, os PMs disseram que ter\u00e3o de ficar  parados na delegacia durante horas, tempo suficiente para fazer o  levantamento sobre a situa\u00e7\u00e3o de todos os ve\u00edculos apreendidos e os  motoristas verificados.<\/p>\n<p>&#8211; Com isso pelo menos 15 viaturas deixam de fazer o patrulhamento. \u00c9 a forma que encontramos de participar [do movimento].<\/p>\n<p>Segundo um policial, durante a madrugada os PMs do batalh\u00e3o n\u00e3o sa\u00edram  para fazer patrulhamento e s\u00f3 deixariam o local para atender ocorr\u00eancias  graves, o que n\u00e3o ocorreu na madrugada deste s\u00e1bado (11).<\/p>\n<p>O batalh\u00e3o de campanha fica uma antiga f\u00e1brica de refrigerante que  atualmente tamb\u00e9m abriga a sede da For\u00e7a de Pacifica\u00e7\u00e3o e uma base da  22\u00aa DP.<\/p>\n<p>A reportagem do  R7 procurou a assessoria da PM para  repercutir as informa\u00e7\u00f5es dos policiais, mas, at\u00e9 a conclus\u00e3o deste  texto, ningu\u00e9m enviou resposta.<\/p>\n<p><strong>Movimento<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 a noite de sexta-feira (10),\u00a0o coronel Robson Rodrigues, chefe do  Estado Maior Administrativo da corpora\u00e7\u00e3o, afastou\u00a0a possibilidade de  pedir ajuda ao Ex\u00e9rcito ou \u00e0 For\u00e7a Nacional de Seguran\u00e7a por causa da  baixa ades\u00e3o \u00e0 greve dos policiais no Rio.<\/p>\n<p>De acordo com Rodrigues, foi elaborado um plano de  conting\u00eancia para que o Carnaval transcorra sem problemas. Nem mesmo no  pior cen\u00e1rio, o coronel enxerga a necessidade de pedir refor\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8211; Elaboramos uma s\u00e9rie de possibilidades, mas n\u00e3o vemos a necessidade  de pedir aux\u00edlio. Pelo que se desenha, est\u00e1 longe de termos essa  necessidade. T\u00ednhamos reservas e elas est\u00e3o se mostrando suficientes.<\/p>\n<p>Em reuni\u00e3o com representantes do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e do Comando  Militar do Leste, ficou acordado que cerca de 14 mil homens do Ex\u00e9rcito e  300 da For\u00e7a de Seguran\u00e7a est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da PM e do Corpo de  Bombeiros, caso seja necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8211; Isso j\u00e1 foi acordado. Em um cen\u00e1rio p\u00e9ssimo, talvez pud\u00e9ssemos  recorrer \u00e0 For\u00e7a de Seguran\u00e7a e, em um pior ainda, ao Ex\u00e9rcito. Mas,  repito: estamos muito longe disso.<\/p>\n<p>Para administrar o per\u00edodo de greve, foi instalado um gabinete de  gerenciamento de crise na sede do Estado Maior, onde est\u00e1 sendo  elaborado todo o planejamento para reduzir o impacto da greve na  popula\u00e7\u00e3o do Rio.<\/p>\n<p>No primeiro dia de paralisa\u00e7\u00e3o (sexta), a cidade viveu clima de aparente tranquilidade, com incidente isolados, como uma troca de tiros entre policiais e bandidos na Vila Vint\u00e9m, em Padre Miguel, na zona  oeste. A rua Bernardo de Vasconcelos foi interditada e o transito  desviado.<\/p>\n<p>De acordo com a PM, a ades\u00e3o maior \u00e0 greve foi verificada em cidades  do interior, como Volta Redonda e Campos dos Goytacazes. Policiais dos  Batalh\u00f5es de Choque e do Bope foram enviados para essas cidades.<\/p>\n<p><strong>Pris\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Desde que a greve come\u00e7ou, a Pol\u00edcia Militar prendeu 145 PMs que  aderiram ao movimento. Do total, por\u00e9m, 129 \u2013 todos do Batalh\u00e3o de Volta  Redonda (28\u00ba BPM) &#8211; foram soltos na tarde de sexta-feira, segundo o  coronel Robson Rodrigues.<\/p>\n<p>O coronel explicou que, dos 16 que permaneciam detidos na noite de  sexta, nove foram presos ap\u00f3s expedi\u00e7\u00e3o de mandado da Justi\u00e7a Militar.  Outros sete foram detidos em flagrante por desobedi\u00eancia.<\/p>\n<p>O Corpo de Bombeiros do Rio informou que 123 guarda-vidas ser\u00e3o presos administrativamente  em raz\u00e3o da greve. Todos foram indiciados na tarde desta sexta-feira.\u00a0O  comandante do 2\u00ba GMar (Grupamento Mar\u00edtimo do bairro da Barra da Tijuca), tenente  coronel Ronaldo Barros, foi exonerado.<\/p>\n<p><strong>In\u00edcio da greve<\/strong><\/p>\n<p>Bombeiros, policiais militares e policiais civis do Rio decretaram  greve por volta das 23h20 de quinta-feira. No hor\u00e1rio, mais de 2.000  manifestantes se concentravam na Cinel\u00e2ndia, centro da capital  fluminense. O an\u00fancio de paralisa\u00e7\u00e3o aconteceu no dia em que a Alerj  (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) aprovou reajuste de\u00a038,81%  at\u00e9 2013 para as categorias &#8211; percentual considerado insatisfat\u00f3rio. Sem  vota\u00e7\u00e3o, um l\u00edder do movimento fez o comunicado no microfone, durante a  manifesta\u00e7\u00e3o na Cinel\u00e2ndia.<\/p>\n<p>&#8211; A partir deste momento, policiais civis, policiais militares e bombeiros est\u00e3o oficialmente em greve.<\/p>\n<p>Bombeiros, PMs e policiais civis disseram que continuar\u00e3o atuando em  casos emergenciais.\u00a0Cerca de\u00a030% do efetivo da Pol\u00edcia Civil\u00a0permanecer\u00e1  em atividade. As investiga\u00e7\u00f5es devem ser congeladas, mas ocorr\u00eancias  consideradas graves ser\u00e3o atendidas.<br \/>\n<em><br \/>\nFonte: R7<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Policiais do batalh\u00e3o de campanha do Complexo do Alem\u00e3o, na zona norte do Rio de Janeiro, encontraram uma maneira de aderir \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o da categoria sem serem punidos. Desde a noite de quinta-feira (9), policiais militares, civis e bombeiros est\u00e3o em greve por melhores sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho. 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